quinta-feira, 30 de julho de 2015

SCP-020 - Mofo Invisível

Item nº: SCP-020
Classe do Objeto: Keter
Procedimentos Especiais de Contenção: Amostras de SCP-020 são mantidas em uma câmara de cultura cilíndrica, hermeticamente fechada e medindo 1 m de diâmetro e 1 m de altura. Esta câmara se localiza no interior de uma cela de contenção, acessível somente através de um comporta de vácuo. Nutrientes são administrados por um sistema robótico automatizado, pois a câmara deve permanecer constantemente selada.
Câmeras de segurança hermeticamente seladas foram instaladas na cela de contenção e sua integridade deve ser verificada diariamente. Ao entrar na cela, qualquer funcionário deve utilizar equipamento de Biossegurança Nível 5, incluindo respirador, e, na saída, deve passar por procedimento de desinfecção anti-fúngico.
Descrição: SCP-020 é um organismo fúngico de rápida proliferação capaz de afetar os sentidos de seres vivos, inclusive de humanos. Amostras de SPC-020 manifestam um efeito desconhecido que as torna efetivamente invisível à observação direta, mesmo sob microscópio. SCP-020 só é visível para humanos quando observado através de imagens fotográficas ou de vídeo.
Quando SCP-020 forma uma colônia, geralmente em uma residência humana, produz esporos que afetam o comportamento dos humanos ao seu redor. As vítimas afetadas então buscam aumentar a temperatura e a umidade de seus lares na tentativa criar um ambiente propício para o crescimento de SCP-020. Em muitos casos, as vítimas se tornam também mais sociáveis, frequentemente convidando conhecidos para visitarem seus lares para continuar a propagar o organismo. Uma vez que os esporos e colônias de bolor são invisíveis para os afetados pelos esporos, o mofo pode ocasionalmente ser encontrado crescendo diretamente nas vítimas vivas.
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Civil infectado com colônias de SCP-020.
Conforme o mofo e esporos se aproximam de uma concentração crítica, a saúde das vítimas humanas começa a se deteriorar rapidamente, resultando em morte. Propagação adicional pode ocorrer conforme os corpos das vítimas são encontrados por serviços de emergência e saúde e transportados para necrotérios.
SCP-020 foi encontrado pela primeira vez em [DADOS EXPURGADOS], quando um agente à paisana percebeu mudanças dramáticas no comportamento de funcionários trabalhando em um hospital da cidade. Após investigação, uma equipe de contenção descobriu que quase ███ civis tinham sido infectados, bem como a maioria da cidade. A população civil foi rescindida e a cidade incinerada sob o pretexto de consequência de um incêndio florestal.
Até hoje, foram relatados mais de 12 surtos de SCP-020. Investigações estão em andamento para determinar a origem destes surtos e para buscar a possibilidade de medidas preventivas.
Adendo 020-01: Trechos de gravações de áudio/vídeo da Força-Tarefa Móvel [DADOS EXPURGADOS] durante a contenção inicial de SCP-020 em [DADOS EXPURGADOS].
T2-Líder: Time Dois se movendo para a casa vermelha.
T2-COM: Entendido, UAV Um captou um sinal de calor.
T2-Líder: Time Dois no local, pronto para inv- [expletivo]!
T2-2: A porta está abrindo!
Neste momento, uma mulher civil aparece na entrada, segurando uma faca de cozinha. O vídeo mostra que quase dois terços de sua face estão cobertos de mofo.
Mulher Civil: Ora… Olá, cavalheiros… querem entrar para descansar um pouco?
T2-Líder: Pro chão! Largue a arma!
Mulher Civil: Não seja bobo! Entrem e… fiquem um pouco…
T2-Líder: Não se mova! LARGUE A ARMA!
Mulher Civil: Nós… nós só queríamos algumas visitas… por favor… entrem…
T2-Líder: Largue a [expletivo] da arma!
Assume-se que neste ponto, a civil infectada percebeu que T2-4 estava portando uma arma incendiária e avançou para atacar a equipe com a faca.
Mulher Civil: [DADOS EXPURGADOS]
T2-Líder: Abrir fogo, abrir fogo!
Tiros, gritos.

Sentido Morro do Céu.


Foi em uma cabana que se localizava em uma cidadezinha chamada popularmente como “Nikiti City” onde tudo começou o “tudo” se entende como esse meu desejo incontrolável e até mesmo inexplicável que eu sentia de provocar o sofrimento e até mesmo algum tipo de incapacitação ao próximo.
Isso tudo começou quando eu tinha aproximadamente 10 anos, quando observei aquele pombo se debatendo no chão após um grave impacto com o enorme, e nem tão limpo, para-brisa do 26-A sentido Morro do Céu, onde, talvez, o pobre e merecido pombo foi parar após o ocorrido, no momento em que vi o sangue do pombo no chão de forma desordenada, não senti nenhum remorso ou quem dirá pena do pobre pombo, senti uma pequena vontade de fazer aquela cena acontecer mais vezes, sendo não com um para-brisa de ônibus, mas sim com minhas mãos.
Parecia tudo uma doença, foi o que me falaram quando souberam que fugi de um reformatório com 14 anos por cometer atentados a animais, em praça pública, alegaram que estava praticando rituais satânicos, felizmente, eu sabia que não era nenhum ritual, e sim eu apenas realizando uma enorme vontade de viver aquela cena do ônibus com o pombo de novo, uma vontade de ver sangue em minhas mãos e no chão ao meu redor.
Depois de um tempo estudando como poderia fazer para tornar o caminho a ser percorrido até o momento de morte da minha vitima mais doloroso, comecei a querer experimentar esses meus estudos em pessoas assim como eu, mas pessoas que não tinham a mesma vontade que eu de ver sangue em suas mãos ou muito menos ao seu redor. Surgia em mim uma vontade de matar para me satisfazer.
Diria que é errado pensar em fazer isso ou quem dera pensar isso se eu não tivesse esse problema que afirmam que tenho, mas foi com uma namorada aos 15 anos que presenciei pela primeira vez, um pouco de sangue humano, sangue aquele que corre pelas veias embaixo da minha pele, escorrer pelas minhas mãos como se fosse água que lavo o rosto pelas manhãs, não era apenas sangue que antes de estar em minhas mãos estava circulando pela aorta na hora em que passei o fio da minha lâmina não tão afiada de um barbeador agora quebrado e jogado no chão junto com o corpo dela, Isabela, tão bela, tão morta.
Não foi apenas aí que parei, continuei em busca de formas novas de encontrar o tão aconchegante e acolhedor desejo de ver uma vida ir embora. Foi com uma namorada que morava perto entre Angra e o Joá que descobri o prazer de matar enquanto dormia, não fazia com que eu criasse remorso ou até mesmo um pouco de pena da agonia por um último suspiro enquanto eu as sufocava.
Claro que eu escolhia cautelosamente as vítimas, sempre com uma estatura menor que a minha, aproximadamente com 150 cm por motivos de ser mais fácil de ocultar o cadáver e por motivos de me divertir mais cortando delicadamente cada centímetro de pele.
Aproveitei muito mais essas moças aqui pela zona oeste, ainda aproveito sim, de uma forma que se você descobre como aproveito você certamente não ira acordar mais, pelas minhas contas, já foram, aproximadamente, umas 25 garotas entre 17 e 25 anos, por que essa idade especifica?
Pois era a idade da minha mãe e minha irmã quando faziam o que queriam comigo, que ia de vários tipos de abusos, como até espancamento, me sufocavam, me mutilavam, faziam isso como se eu fosse um boneco feito com areia dentro, talvez seja por isso que eu pego emprestado a vida dessas meninas aparentemente inofensivas, falando nisso, já comecei a observar mais algumas, quem sabe eu não faça-lhe uma visitinha à noite, boa noite.

SCP-019 - O Jarro de Monstros

Item nº: SCP-019
Classe do Objeto: Keter
Procedimentos Especiais de Contenção: SCP-019 deve ser mantido em uma grade larga, em uma câmara de 3 m x 3 m x 4 m construída de concreto reforçado, com um incinerador instalado. A câmara deve ser mantida a zero (0) graus Celsius quando o incinerador não estiver ativado. Uma câmara de observação isolada por uma vidraça blindada deve ser usada constantemente para a observação de SCP-019 e, quando for verificada a existência de SCP-019-2, o incinerador deve ser remotamente ativado. Em caso de eclosão de SCP-019-2, os espécimes podem ser eliminados com armas de fogo comuns. Em eclosões a nível de enxame, lança-chamas são mais eficazes. SCP-019 deve ser constantemente mantido em posição vertical.
Descrição: SCP-019 aparenta ser uma enorme jarra de cerâmica com uma boca de 1,8 m de diâmetro e 2,4 m de altura. Seu estilo e decoração indicam que o objeto foi criado na Grécia, entre os séculos V e IV A.C., apesar de ser impossível datá-lo com precisão, vez que sua superfície é completamente indestrutível por todos os métodos conhecidos. Caso um método seja descoberto, SCP-019 deve ser destruído imediatamente.
Periodicamente, entidades coletivamente denominadas SCP-019-2 emergem de SCP-019. Estas entidades variam em muitos aspectos, mas tendem a ser criaturas pequenas, vagamente humanoides (apesar de ocasionalmente apresentar características animais) e extremamente hostis. As criaturas normalmente atacam utilizando garras dentes. Apesar de razoavelmente frágeis (e, surpreendentemente, inflamáveis), as entidades são bastante fortes e representam ameaça considerável em grandes quantidades.
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Espécime de SCP-019-2
Quando mantido a zero (0) graus Celsius e em repouso, as entidades emergem de SCP-019 à razão de uma (1) entidade por hora. Os seguintes fatores demonstraram aumentar a frequência de manifestação de SCP-019-2:
  • Movimentar SCP-019
  • Ameaçar SCP-019
  • Temperaturas extremamente altas ou baixas
  • Mudanças repentinas no ambiente ao redor de SCP-019
  • Introdução de objetos ou organismos em SCP-019 (o que provoca uma reação de 'transbordamento')
Fatores que podem ou não influenciar a frequência de manifestação de SCP-019-2:
  • Presença de vida humana próxima a SCP-019
  • Padrões metereologicos atuais
  • Presença de indivíduos específicos próximos a SCP-019 (alguns indivíduos parecem afetar o surgimento de SCP-019 mais drasticamente que outros)
Além disso, virar ou inclinar SCP-019 criará uma reação como se objeto estivesse 'cheio' com espécimes de SCP-019-2. Observar a boca SCP-019 por cima, não revela nada além de um buraco escuro. Devido às mudanças na frequência de manifestação de SCP-019-2 quando o objeto é perturbado, é difícil medir as dimensões a cavidade interna do objeto, mas acredita-se que não sejam consistentes com as externas.
Adendo: Documento SCP-019-2-A
Notas sobre SCP-019-2, tomadas por Dr. Light e Dr. Vaux.
██/██/████
Um espécime de SCP-019-2 foi removido da câmara de contenção e mantido em uma jaula reforçada, com água e galinhas vidas para alimentação. O espécime produziu vocalizações baixas, constantes e deturpadas, identificadas como sendo foneticamente similares a línguas helênicas antigas. Apesar de o motivo para esta demonstração ser desconhecido, o espécime ainda aparenta ser mais inteligente que animais comuns.
O espécime só sobreviveu por 48 horas, e sua dissecação revelou uma anatomia, a nível celular, consistente com outras espécies mundanas, mas com uma estrutura musculoesquelética extremamente instável. Outra anomalias incluem um sistema respiratório instável, a ausência quase completa de trato digestório e a inexistência de praticamente nenhum outro órgão interno. Todas os outros espécimes coletados apresentaram padrões de comportamento e morte similares.
Observação: Parece que os espécimes de SCP-019-2 não foram desenvolvidos para sobreviver por longos períodos fora de SCP-019. -Dr. Vaux
██/██/████
A unidade de contenção foi levemente danificada após exposição prolongadas a espécimes de SCP-019-2, não percebidos pela equipe de monitoramento devido à transparência parcial do visor. Este fenômeno não tinha ocorrido até então. As equipes de monitoramento continuarão relatando futuras anomalias.
██/██/████
As equipes de monitoramento relataram que alguns espécimes de SCP-019-2 agora parecem ser significativamente mais resistentes à incineração do que outros. Foi sugerida a hipótese de que isto seria um mecanismo de defesa de SCP-019.
██/██/████
A maioria dos espécimes de SCP-019-2 são agora praticamente imunes aos efeitos do incinerador. Está sendo considerada a substituição do incinerador por um banho de ácido. A 'evolução' de SCP-019-2 está sendo estudada, e pode ser prova da senciência de SCP-019.

THE HOLDERS SERIES - 72 - O PORTADOR DA SANIDADE


Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer instituição mental ou casa de recuperação em que você possa entrar. Assim que chegar à recepção, peça para visitar alguém que se auto-denomina: "O Portador da Sanidade". A recepcionista irá te olhar estranho. Repita a pergunta, e não faça mais nada. 

Eventualmente, ela chamará um doutor pelo microfone, se levantará e levará você para uma sala no canto mais distante da instituição. Cuidado, pois após este ponto, não há como voltar atrás, e se você quiser sair em seguida, informe o médico que você está arrependido e não deve ter tomado sua medicação hoje, depois vá embora. Corra o mais longe que puder, para fora dos limites da cidade, fora dos limites do país. Se você continuar, o médico aparecerá e colocará em você uma camisa de força e o trancará em um quarto acolchoado.

Depois de alguns dias que, na verdade, parecerão meses, você vai começar a ouvir vozes. Centenas deles, todos falando sobre como suas vidas foram arruinadas. Suas histórias podem fazer você ficar louco, e você teria que ficar lá por toda a eternidade, pois em seu quarto acolchoado, não há morte, apenas tortura. 

Se as vozes cessarem, feche os olhos com força, e grite o mais alto que puder: "Eu não vou compartilhar suas histórias". Se as vozes não retornarem, ore para que a dor que você vai sentir não seja tão ruim. Se as vozes continuarem a conversar, preste atenção somente em uma, a voz que fala do mesmo lugar onde se encontra, ouça sua história e abra os olhos. Você não estará mais naquele quarto, mas ainda está com a camisa de força. Você que o lugar onde está parece ser um vazio sem fim, a única coisa que separa você do vazio é uma caixa de vidro.

Um homem aparecerá na frente de você e perguntará se você tem alguma dúvida. Ele vai responder a uma, apenas uma. Então pergunte: "O que os levou a loucura?". Ele vai explicar em detalhes horripilantes sobre a vida e a morte deles. Durante a sua resposta, um grande ponto preto parecerá estar se movendo através do vazio, mas você não deve concentrar sua visão sobre ele, pois o mesmo quebrará a caixa de vidro, deixando-o cair no vazio por toda a eternidade.

Assim que o homem terminar sua história, ele irá remover a sua camisa de força, entregará a você e se despedirá. 

Você estará do lado de fora da instituição, segurando a camisa de força.

Esta camisa é o 72º objeto de 538. "
Resta-lhe apenas rezar para que nunca mais a vista de novo".sta-lhe apenas rezar para que nunca mais a vista de novo".

Todos Morrem.

die
Isso… Continue tentando gritar, esperneie, implore por sua vida, se puder. Gosto de sentir o medo antes de finalmente tocar em sua delicada e ensanguentada pele, antes de sentir o calor do seu corpo, suas trêmulas curvas e brincar com você das mais diversas e perversas formas possíveis.
Continue diligentemente a tentar gritar, esperneie… Agonize, ninguém faz isso melhor do que você. Gosto de saborear e me deliciar até o último segundo desse sentimento de temor, o maior medo que um ser humano pode sentir o sentimento que me trás tanto prazer ao contemplar, o medo da morte.
Não hesite, apenas faça, deixe que o medo e o desespero assumam a direção e embarque ao seu último e longo destino, afinal que sentimentos combinariam tão perfeitamente quanto esses Presenteando você com uma passagem só de ida para a mais obscura das viagens, em direção a sua última parada, uma parada tão distante… Da qual nunca chegará. Uma viagem um tanto estranha, cujo caminho todos seguiremos, afinal que certeza nós temos da vida senão a morte?
Quanto a mim, serei o seu guia e a conduzirei até a viagem, serei responsável por fazê-la apreciar cada momento desse maravilhoso e sombrio passeio como se fossem os últimos de sua vida, que de fato serão. Não temos muito tempo, mas não se preocupe, eu cuido disso, prometo que farei com que esses momentos sejam os mais longos e infelizes de sua desprezível vida.
Ah, o medo… Esse sentimento tão maravilhoso que aprecio tanto, a chave para todas as portas da obediência, faça com que sintam medo, faça com que se apavorem, e farão exatamente tudo o que for ordenado. E eu simplesmente adoro essa sensação, sensação de poder, sensação de estar no controle, eu decido quem vive e quem morre, eu decido quando e onde, se continuará a pensar e gritar ou se irá calar-se e cair em um sono no qual jamais acordará. Eu sei o que se passa em sua pequena e assustada mente limitada, sei o que você deseja e sou o único que posso atendê-la no momento. Sou sua destruição e única salvação, não há ninguém a quem recorrer se não a mim, eu sou o único deus aqui.
Significa que não há chances de sair viva desse lugar, eu esperei tanto… E finalmente estou aqui, estive te observando durante dias ou talvez meses? Eu nem me recordo mais. O que importa é que te desejei por muito tempo, desde o primeiro momento em que a vi, soube que era você quem deveria ser a próxima, você era a ideal, admito, não foi fácil me conter enquanto te observava, afinal, precisava te estudar detalhadamente e manter o disfarce, mas o desejo continuava a brotar e apenas aumentava cada vez mais até que me dominou por completo, e aqui estamos. Um pouco atraído pelo seu corpo, sua beleza e por você ser tão jovem, mas isso pouco importa pra mim, e muito menos para você agora.
Não deve ter notado nos bilhetes que eu enviava através da caixa de correio, ou nas inúmeras mensagens de texto no seu celular, a maioria das vítimas não percebe, até que eu as revelo e as faço entrar em imediato estado de arrependimento, mas do que adiantaria saber? O que poderia fazer afinal? Chamar a polícia e dizer que está recebendo bilhetes e mensagens de conteúdo estranho? De nada adiantaria, mais cedo ou mais tarde eu estaria aqui, neste obscuro e tão esperado encontro á luz lunar, com você.
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Não se sinta culpada por não ter suspeitado das mensagens ou bilhetes, você não poderia evitar, porque tinha de acontecer, você é a escolhida, de uma forma ou outra estaria aqui. Surpreendeu-me um pouco o fato de você estar acordada tão tarde da noite observando a lua pela janela quando entrei em seu quarto, estava tão distraída a observá-la que pude trancar a porta do seu quarto sem que percebesse e seguir o corredor que deu direto ao quarto dos seus pais, onde pude matá-los sem que ouvisse ou percebesse qualquer sinal dos vários e brutais golpes que receberam por todo o corpo.
O som de cada facada e o sangue que jorrava a cada golpe, lentamente, para que sentissem exatamente a dor de cada golpe recebido. Os dois estavam apavorados, temendo não pelas vidas imprestáveis deles, mas pela sua que estava no quarto ao lado.
Sua mãe foi a primeira, eu estava guardando uma certa raiva por ela de uns dias atrás, quando eu estava prestes a te capturar e ela me interrompeu exatamente no momento em que eu avançara e fui obrigado a ir embora. Você acreditou quando ela disse que eu era um simples assaltante, estou certo?  As pessoas normalmente acreditam em qualquer coisa que possam lhes transmitir conforto e segurança.
Hoje à noite invés de apenas te capturar e “cuidar de você” como planejado, resolvi explorar a sua bela casa. Descobrir uma maneira de entrar foi bem fácil, entrei por uma das janelas de trás que estava entre aberta, talvez para ventilar, já que está muito quente aqui dentro. Não deveria deixar a janela aberta tão tarde da noite, é difícil imaginar que tipo de pessoa poderia entrar por ela, não é mesmo?
Peguei uma faca na sua cozinha, subi as escadas e segui tranquilamente em direção aos quartos, por mais que sua mãe tenha estragado tudo o que eu havia planejado e treinado uma semana atrás, a raiva que ela me trouxe por ter cometido esse erro seria bem útil.
Por esse motivo tranquei a porta do seu quarto quando tive a chance e segui em frente em busca dos seus pais. Os dois estavam exatamente no quarto ao lado do seu, assistindo a um filme romântico nojento e trocando carinhos por baixo de um cobertor de cor branca, a porta estava aberta e o quarto muito escuro.
Estavam muito distraídos quando cheguei, só notaram minha presença após a primeira facada na sua mãe que estava exatamente do lado da cama mais próxima de mim, as paredes eram muito grossas, portanto não dava para ouvir nada além de ruídos pelo lado de fora, muito menos ao lado. A raiva fez com que eu a golpeasse incansavelmente sem parar, do jeito que mais gosto, sem piedade. Até que o corpo ficasse tão ferido com os meus golpes que ninguém seria capaz de identificá-lo.
Foi exatamente por essa raiva que eu a estripei depois de esfaqueá-la tantas vezes, fazendo com que o seu pai assistisse tudo. Cada gota de sangue que caía, cada expressão de horror que apareciam no rosto pálido dela que estava irreconhecível pelas incontáveis facadas dadas por minhas famintas e raivosas mãos. Sem falar do seu intestino que estava por grande parte exposto e caindo em cima do pobre homem, que tentava segurar com esperanças de que poderiam pôr de volta de alguma forma, talvez?
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Logo depois, ele implorou para que eu o matasse, e como alguém misericordioso como eu poderia não conceder a ele o prazer da morte depois desse glorioso momento e providenciar-lhe o encontro com sua amada esposa como ele tanto implorara?
Ele apreciou cada momento de minha misericórdia, assim como eu. Ele simplesmente aceitou a escuridão, até que ela tomasse conta de todo o seu corpo, enquanto eu o perfurava e arrancava partes de todo o interior do seu corpo usando a faca. Apenas depois de algum tempo percebi que não tinha mais nenhuma luz nele para ser tomado por ela.
No fim, o quarto se tornou um cenário diferente, sombrio e solitário. Porém, recebeu uma cor avermelhada e bem mais viva que a pintura anterior, como um artista que cria uma pintura feita apenas de manchas vermelhas. Éramos apenas eu, dois corpos em meio a pedaços de carne humana, órgãos, restos de intestino e incontáveis litros de sangue espalhados sob os móveis, o teto, o chão e entre as paredes de todo o interior do quarto, sangue o suficiente para pintar todo o interior da casa e como brinde deixar um adorável odor de morte. Considerando a decoração original do quarto, não parecia uma ideia tão ruim.
Não adianta gritar ou correr, afinal, já está incapacitada disso. Eu não queria, mas você me obrigou. Você era uma garota tão bela. Não queria que sentisse dor, mas não tive escolha. Esperava que estivesse dormindo quando eu voltasse ao seu quarto, mas de alguma forma você percebeu que minha presença estava próxima.
Ter reagido contra mim só piorou as coisas para você. Não teve forças o suficiente para me enfrentar, pude te dominar facilmente e te prender em sua cama. Mas não foi o suficiente, precisava de uma lição, aprender que não deve nem ao menos tentar me confrontar.
Por isso quebrei todos os seus membros, um a um. E por fim, arranquei sua rachada e desidratada língua que agora se encontra vermelha e ensanguentada no chão do quarto, servindo de jantar para as moscas e outros insetos que estavam por perto. Tentei acariciar seus belos cabelos e mesmo estando em maior parte incapacitada você conseguiu me morder e consequentemente quebrei todos os seus dentes. Mas admiro muito sua coragem, com certeza lembrarei disto quando o fim chegar.
Olhe para você agora. Não se parece nada com a garota da qual um dia eu observara com tanto desejo. Está horrível, mas não é a sua beleza o que desejo, se fosse o caso eu iria embora agora mesmo, tão pouco o seu corpo. Meu desejo vai além do que você possa ver, eu quero a sua luz, quero apagá-la para que nunca mais brilhe novamente, e isso eu só poderia fazer de uma única forma, sabe exatamente como.
Só falta você, somente você, a única que resta… Posso sentir as vibrações, posso sentir o calor… As vozes em minha cabeça gritando por você. Irei agora, irei cuidar de você, não se preocupe, cuidarei para que não se machuque muito, mas não garanto, normalmente é nessa hora que a faca passa a pesar, e eu posso errar a qualquer momento, um corte leve aqui, uma perfuração ali… Ou talvez perfurar e rasgar para cima e para baixo, como se estivesse pintando um quadro. Depende do quanto eu estiver me divertindo com isso.
Logo nada será de você além de um corpo quieto, silencioso, pálido, morto. Despediria-me de você, se você ao menos pudesse, eu poderia dizer algumas coisas para você antes de começar, antes de assistir você sangrar até a morte, ou quem sabe sufocar?
Ainda estou em dúvidas quanto a isso. Só o que eu sei é que quero sentir sobre as minhas mãos a vida abandonar o seu corpo, contemplar, com a visão fixa em seus lindos olhos verdes, até que eu veja a luz os deixar. Você era uma bela garota, e bastante jovem também, seus cabelos ruivos tão luminosos, aparenta ser o inverso disso agora, se é que isso ainda pode ser chamado de ser humano.
Mas não sinta vergonha, não há pelo quê se envergonhar, apenas aceite. Aceite e dê as boas vindas à escuridão que em breve virá te visitar. Deixe que ela te seduza e apenas se entregue a ela, deixe com que ela te sinta, e te domine por completo. Faça com que ela te guie e te leve até o lugar mais escuro e sombrio em meio ás trevas eternas, do qual jamais voltará.
Siga-a, deixe com que ela te leve e te conduza ao sono do qual não mais acordará para observar novamente o nascer do sol do dia seguinte. Deve estar se perguntando o porquê disso estar acontecendo com você, talvez por sua beleza notável que não mais possui, ou quem sabe… Por você ser tão jovem, a verdade é que nada disso importa… Hoje ou daqui a cinquenta anos, que diferença faz? Todos morrem.

Sono.

conto
São pelo menos 3 horas da manhã. Outrora, dormir se tornaria a melhor parte de todos os meus dias, mas hoje está sendo uma experiência que não vou esquecer nunca. Pela primeira vez na minha vida há alguns minutos atrás, implorei para que o sono chegasse, e agora, embrulhada embaixo de meu cobertor escuto passos ecoando por toda a casa.
Talvez fosse um ladrão verificando minha casa de ponta a ponta para ter certeza de que não havia ninguém, mas eu sinto que não. É uma presença maligna, quase que sobrenatural. Eu não conseguia fechar os meus olhos para dormir, por isso queria que o sono chegasse, mas ele não chegou ainda.
Então os passos estão próximos, escuto a coisa sussurrando logo na porta do meu quarto, como se fosse natural andar no escuro, dizendo: “Eu só vou entrar se você me chamar”. Um arrepio sobe da ponta dos meus dedos e sobe até minha cabeça, e em meu quarto escuro, cuja cor da parede foi escolhida preta por mim, por achar que eram atraentes de uma maneira peculiar, sentia que o sono seria a melhor maneira de me livrar daquilo.
Então pedi mais uma vez: Eu preciso do sono. Então aconteceu. O escuro do quarto parecia ter se tornado um vácuo, não era possível ver um centímetro a minha frente. Passos se aproximava de mim, mesmo que tal presença falasse que não entraria se não fosse convidada, ela faria mesmo assim.
Seus passos eram largos, como se quisesse chegar o quanto antes até minha cama e sentir sua calma respiração sobre o cobertor, suas mãos pegava o cobertor, e mesmo naquele escuro, ele parecia ver exatamente onde tudo estava, e então, aproximou-se de mim com um  prazer incomum pelo que fazia. Pegou meu pescoço e começou a aperta-lo com força brutal, e então, disse:
“Você me chamou esse tempo todo, e agora não parece estar com a mesma vontade de me ver.”
E ao ouvir isso, refleti. Enquanto meus últimos suspiros eram dados, minha vida se esvaia, eu entendi por que ele disse isso, entendi por que ele veio aqui, e por que não entrou até aquele momento.

A Lenda do Boneco Robert.

Conta a lenda que, em 1896, uma empregada insatisfeita, “praticante de voodoo”, resolveu dar um “presentinho” aos seus patrões.
A empregada deu ao filho de seus patrões, Robert Eugene Gene, um boneco “recheado de palha”, com cerca de 1m de altura. O boneco tinha “um rosto humanizado”, rapidamente se tonou adorado e amigo inseparável do menino, que o chamou de “Robert”.
O pai do menino ouvia constantemente o garoto falar com o boneco, o mais incomum é que uma voz diferente respondia.
Repentinamente coisas estranhas começaram a acontecer na casa. Vizinhos relatavam verem Robert “aparecer de janela em janela”, quando não havia ninguém em casa. Os pais do garoto ouviam risos do boneco e afirmavam verem o vulto dele correndo na casa.
Gene começou a ter pesadelos constantes e acordava gritando, mas quando seus pais chegavam no quarto encontravam tudo bagunçado, o garoto encolhido, com medo, e o boneco sentado aos pés da cama, enquanto Gene afirmava “Foi o Robert!”.
O boneco então foi trancado no sótão e lá permaneceu por anos. Após a morte dos pais, Gene encontrou o boneco e resolveu deixá-lo em seu quarto, o que trouxe mal estar a sua esposa. O boneco anda exercia muita influência sobre Gene.
Certo dia sua esposa, cansada do boneco, colocou-o no sótão novamente. Gene porém, ficou muito chateado, e exigiu que o boneco fosse colocado em frente a uma janela, para que pudesse ver a rua.
Dentro de pouco tempo, a sanidade de Gene começou a ser questionada e a história do boneco e suas maldades se espalharam por Key West. Pessoas começaram a afirmar que “viam o boneco na janela rindo de suas caras quando passavam na frente da casa”, as crianças evitavam passar por ali.
Gene contou certa vez que, ao entrar no quarto do boneco o encontrou na cadera de balanço, com raiva do quarto, fazendo com que Gene se enchesse de Robert. As pessoas que visitavam a casa afirmavam ouvirem passos no sótão e risadas muito estranhas, mas depois de certo tempo as visitas se acabaram.
A história do boneco “Robert” somente foi esquecida em 1972, quando Gene morreu e a casa foi vendida.


Robert esperou quieto no sótão até o momento certo, quando foi redescoberto pela filha de 10 anos dos novos proprietários da casa.
Pouco tempo após ter encontrado o boneco, a menina começou a reclamar que Robert “a torturava e infernizava sua vida”. Mesmo após 30 anos, a menina continuava a afirmar que “o boneco estava vivo e que queria matá-la”.
Hoje Robert permanece trancado no Key West Martello Museum, vestido com a mesma “roupa branca de marinheiro”, mas funcionários do museu afirmam que “Robert ainda faz seus truques nos dias de hoje”.

terça-feira, 28 de julho de 2015

SCP-018 - Super-Bola


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SCP-018
Item nº: SCP-018
Classe do Objeto: Euclídeo
Procedimentos Especiais de Contenção: SCP-018 deve ser contido com retentores especiais de metal em um caixa selada de 1 m por 1 m por 1 m revestida com acolchoamento sintético pesado. A caixa deve ser submergida no centro de um tanque de 10 m por 10 m por 10 m preenchido com polietileno. Se SCP-018 escapar da caixa de contenção, a 'gosma' de polietileno reduzirá sua atividade cinética o suficiente para execução de recaptura. Funcionários ao entrar na câmara de contenção do objeto devem vestir aparatos de respiração e blindagem especiais (encontrados na Sala de Observação SCP-018) antes de entrarem no tanque. Caso SCP-018 escape do tanque de polietileno, funcionários são aconselhados a se protegerem em uma sala separada, fechando as portas ou escotilhas para se isolarem de SCP-018 até a chegada da equipe de contenção.
Descrição: SCP-018 tem a aparência de uma Super Bola produzida pela companhia Wham-O em 1969. Possui seis (6) centímetros de diâmetro e coloração vermelha. Encontrado quando a empresa ██████████ foi contratada para esvaziar um armazém contendo mercadorias da empresa Wham-O, percebeu-se que SCP-018 saltava a alturas extremas. Inicialmente tido como um agradável brinquedo para crianças, SCP-018 conseguiu saltar com mais duzentos porcento (200%) de eficiência (isto é, se largada a uma altura de um (1) metro, o objeto salta e alcança dois (2) metros de altura, depois quatro (4), seis (8), dezesseis (16), etc.). A bola logo se tornou um perigoso projétil, alcançando velocidades estimadas como superiores a 100 km/h, causando danos materiais e ferindo cinco (5) pessoas na cidade de █████████████. O objeto entrou em repouso após diversos no lago ████████, próximo ao local, e foi recuperado por funcionários SCP. Devido à velocidade do objeto e à total surpresa das vítimas, nenhuma pretexto foi necessário ou criado para justificar os eventos.
Documento #018-04: Mensagem para O5-█
█████████, espero que tudo esteja bem. O motivo pelo qual escrevo é que acredito ter encontrado uma maneira mais eficaz para capturar e conter objetos SCP novos ou fugitivos. Sim, eu sei que não tivemos sucesso em fazer a engenharia reversa de seja lá o que permite que esta coisa desafie as leis da termodinâmica, mas inventamos um método efetivo de integrá-la a uma destas novas Armaduras SCP-A5. Veja só, implantamos o objeto na parte de baixo de uma das botas, juntamente com um pequeno dispositivo mecânico e pronto, a armadura será capaz de saltar acima de prédios. Além disso, se o usuário colocar pressão com o pé em algo que precise matar, digamos que o dispositivo dará uma bela solada. Tudo que preciso é de autorização para modificar um dos trajes SCP-A5, e seremos capazes de capturar ████████████, além de qualquer objeto SCP que escape da contenção. Confie em mim, eu já te decepcionei alguma vez?
-Dr. █████████
Documento #018-06: Carta para Dr. █████████
Após designação, Agente ██████ foi equipado com a sua Armadura SCP-A5 modificada pra capturar SCP-███. Os resultados foram ambíguos. Agente ██████ foi capaz de colocar a coleira ██████████ em SCP-███, persegui-lo pela Floresta Amazônica e restringi-lo através de desmembramento. No entanto, devido a uma pane no seu "pequeno dispositivo mecânico", o Agente foi lançado no ar a uma altitude de quase uma milha, sofrendo duas pernas quebradas, sete costelas quebradas, perda de um braço e traumatismo craniano ao atingir a superfície do Lago ███████████ na queda. Você terá que resolver este problema antes que sua armadura seja autorizada para uso comum.
Documento #018-11: Mensagem para O5-█
█████████, não se preocupe, já está consertado. Mas eu tenho algumas outras ideias. Se eu puder usar um pouco da água de SCP-006, SCP-███ e possivelmente SCP-███, serei capaz de criar uma Armadura SCP-A5 que tornará um agente capaz de capturar qualquer SCP fugitivo. Estou aguardando sua autorização.

A Lenda do Santo Graal


Santo Graal é uma expressão medieval que designa normalmente o cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia, e onde, na literatura, José de Arimateia colheu o sangue de Jesus durante a crucificação. Entretanto, a origem do Santo Graal é muito anterior ao cristianismo, o Graal já existe entre os Celtas (BEHREND 2007).
Na Antiguidade, os celtas - povo saído do centro-sul da Europa e que se espalhou pelo continente - possuíam um mito sobre uma vasilha mágica. Os alimentos colocados nela, quando consumidos, adquiriam o sabor daquilo que a pessoa mais gostava e ainda lhe davam força e vigor. É provável que, na Idade Média, tal história tenha inspirado a lenda "cristianizada" sobre o Santo Graal. Na literatura, os registros pioneiros dessa fusão entre a mitologia celta e a ideologia cristã são do século 12. "As lendas orais migraram para textos de cunho historiográfico, desses textos para versos e dos versos para um ciclo em prosa", diz o filólogo Heitor Megale, da Universidade de São Paulo (USP), organizador do livro A Demanda do Santo Graal, que esmiúça esse tema.

Ainda no final do século 12, o escritor francês Chrétien de Troyes foi o primeiro a usar a lenda do cálice sagrado nas histórias medievais que falavam sobre as aventuras do rei Artur na Inglaterra, sendo o objetivo da busca dos Cavaleiros da Távola Redonda. A partir daí, outros autores, como o poeta francês Robert de Boron, no século 13, reforçaram a ligação entre os mitos do cálice e do rei Artur descrevendo, por exemplo, como o Santo Graal teria chegado à Europa. Foi Boron quem acrescentou um outro nome importante nessa história: o personagem bíblico José de Arimatéia. Nos romances de Boron, Arimatéia é encarregado de guardar e proteger o Santo Graal. Apesar das várias referências cristãs, essas histórias não são levadas a sério pela Igreja Católica. "O cálice da Santa Ceia tem o valor simbólico da celebração da eucaristia. Já seu poder mágico é só uma lenda", diz o teólogo Rafael Rodrigues Silva, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Ilustração dos Cavaleiros da Távola Redonda, sentados ao redor do "Cálice mágico".

No entanto, outra interpretação diz que o Graal na verdade designa a descendência de Jesus Cristo. Também há uma interpretação em que ele é a representação do corpo de Maria Madalena, uma seguidora de Jesus. Estes dois últimos pontos de vista se popularizaram com o romancista e escritor de "O Código da Vinci" Dan Brown.

Confira abaixo toda a história sobre essa teoria:

Cena do filme "O Código Da Vinci", inspirado no best-seller de Dan Brown.
Entramos agora no terreno da “maior conspiração de todos os tempos”. A figura-chave nessa intrincada armação é Maria Madalena. De acordo com a Bíblia e as aulas de catecismo, Maria Madalena foi uma prostituta que, arrependida, resolveu seguir Jesus Cristo e os apóstolos, até ser perdoada de seus pecados pelo filho de Deus. Os conspirólogos afirmam, no entanto, que na verdade, ela foi casada com Jesus Cristo, com quem teria tido dois filhos – Sara e Tiago. Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947 numa caverna de Qumran, na Palestina, confirmariam a tese de que Jesus se casou e teve filhos com Madalena, gerando uma linhagem que teria o direito sagrado de reinar sobre a França e Israel. Esses documentos, porém, nunca foram exibidos em público e estão de posse do Vaticano.

Depois da crucificação de Jesus, Maria Madalena e seus filhos teriam fugido para uma comunidade judaica no sul da França. No polêmico e confuso livro Rex Deux, de Marilyn Hopkins, Graham Simmans e Tim Wallace-Murphy, a teoria vai além, dizendo que Madalena chegou à França só com uma criança, Sara, enquanto Tiago foi para a Escócia com José de Arimatéia, o homem que recolheu num cálice o sangue de Jesus crucificado.Seria essa a razão de existirem na França tantas igrejas em homenagem à Maria Madalena. Uma delas fica na cidade de Rennes-Le-Château, no sul do país. Em 1891, o padre da cidade, chamado Berenger Saunière (atente para a semelhança entre esse sobrenome e o do personagem de O Código Da Vinci) decidiu reformar a igreja consagrada a Maria Madalena, construída em 1059 e já deteriorada pelo tempo. O padre levantou uma grana na comunidade e iniciou as obras. Ao retirar a pedra do altar principal, percebeu que as colunas que o sustentavam eram ocas. Dentro de uma delas havia quatro pergaminhos escritos em latim. Dois deles continham genealogias e datavam de 1244 e 1644. Os outros dois eram transcrições do Novo Testamento e traziam duas mensagens secretas. A primeira mensagem dizia: “A Dagoberto II, Rei, e a Sião, pertence esse tesouro e ele está aqui morto” (saiba mais sobre Dagoberto logo adiante). Já a outra mensagem era praticamente indecifrável: “Pastor, nenhuma tentação. Que Poussin, Teniers possuem a chave. Paz 681. Pela cruz e seu cavalo de Deus, eu completo esse demônio do guardião ao meio-dia. Maçãs azuis”. Entendeu?

Saunière levou os pergaminhos para serem analisados pelas autoridades eclesiásticas de Paris. Não se sabe o que aconteceu, mas ele voltou para Rennes-Le-Château com muito dinheiro. Ampliou a estrada que levava à cidade, construiu uma casa chamada Torre Magdala e uma casa de campo. Terminou a reforma da igreja e deixou alguns detalhes capciosos na construção. A pia de água benta é sustentada por uma estátua de Asmodeus (demônio de três cabeças da literatura judaica, responsável por separar casais e promover o adultério). Os vitrais da igreja mostram a Via Sacra e, em uma imagem, há uma criança com saiote escocês observando a crucificação (lembra-se de que José de Arimatéia teria levado Tiago, filho de Jesus com Madalena, para a Escócia? A imagem seria uma confirmação da tese).

CHANTAGEM?

Outra cena mostra o corpo de Jesus sendo retirado secretamente da tumba durante a noite. Saunière mandou gravar em latim, no pórtico da igreja, a inscrição “Este lugar é terrível”. Teorias conspiratórias afirmam que o padre encontrou documentos que confirmam a existência da linhagem secreta de Jesus e os usou para chantagear o Vaticano.

Mas recuemos um pouco no tempo. Na França, Sara e outros supostos descendentes de Jesus e Madalena se misturaram à linhagem real francesa, dando origem à dinastia merovíngia. E é a partir daí que a história ganha corpo – e complexidade.

Os reis merovíngios governaram grande parte da França e da Alemanha entre os séculos 6 e 7. O fundador da dinastia se chamava Mérovée, que, segundo a literatura esotérica, era filho de uma princesa com uma criatura marinha – na verdade, essa criatura fantástica seria uma alusão à suposta linhagem secreta de Jesus e Madalena, antepassados dos merovíngios.

Segundo os conspirólogos, a Igreja Católica temia que, se essa linhagem crescesse, o segredo de Jesus e Madalena fosse revelado, levando o mundo a questionar a doutrina católica (e a crença em um Messias divino puro). No entanto, os merovíngios foram aumentando e fundaram Paris (isso é fato). Apavorado, o Vaticano financiou várias missões na França para eliminar todos os membros da dinastia. Essas missões seriam chamadas de Graal – daí, a busca pelo Santo Graal.

Dagoberto II (lembra-se dele?) foi o último rei merovíngio. Morreu apunhalado no olho esquerdo enquanto dormia. O que o Vaticano não sabia era que ele tinha um filho, Segisberto, que escapou do ataque e deu continuidade à linhagem. Atualmente, o sangue merovíngio é identificado com o dos Habsburgos, da Alemanha.

Um dos descendentes de Segisberto, Godofredo de Bulhão, futuro rei cristão de Jerusalém, fundou em 1090 a organização secreta Priorato de Sião, cujo objetivo era recolocar a dinastia merovíngia no trono da França. Uma outra corrente conspiratória diz que o priorato teria sido criado 90 anos mais tarde, em 1099, quando Jerusalém foi conquistada pelos cruzados e Godofredo assumiu o título de Defensor do Santo Sepulcro.

O Priorato de Sião fez parte da Ordem dos Cavaleiros Templários até 1188, quando se separaram. O Priorato de Sião sobreviveu ao extermínio dos Templários na sexta-feira 13 de 1307 e está ativo até hoje. Seus objetivos atuais são defender os documentos sobre o Santo Graal, a tumba de Maria Madalena e os poucos membros da linhagem merovíngia real que sobreviveram até os tempos modernos – ou melhor, a linhagem de Cristo. Figuras históricas como Leonardo da Vinci, Victor Hugo, Sandro Botticelli, Clau-de Debussy e Isaac Newton fizeram parte dessa fraternidade (isso é fato e pode ser comprovado por meio de pergaminhos chamados Os Dossiês Secretos, descobertos em 1975 pela Biblioteca Nacional da França).

OS TEMPLÁRIOS

A Ordem dos Cavaleiros Templários, do qual o priorato supostamente fez parte, foi criada em 1118 para proteger as rotas de peregrinação e comércio que ligavam Jerusalém à Europa. Foi o primeiro exército uniformizado e regular a surgir no Ocidente depois da queda do Império Romano. Os Cavaleiros Templários eram financiados pela Igreja e logo se tornaram ricos proprietários de terras, o que gerou a cobiça do rei da França, Felipe, o Belo, que acusou-os de heresia e os queimou na tal sexta-feira, 13. A desculpa era de que os cavaleiros cultuavam um demônio de três cabeças (lembra-se de Asmodeus?) – que, segundo os conspirólogos, nada mais era do que a cabeça embalsamada de Jesus Cristo encontrada pelos cavaleiros nas ruínas do Templo de Salomão. Outras teorias dizem que, durante as escavações nas ruínas, os cavaleiros teriam achado a Arca da Aliança e descoberto toda a verdade sobre o Santo Graal. Por isso, tinham que ser exterminados.

Representação dos Cavaleiros Templários.

Na mitologia cristã, o Graal aparece em dois momentos: primeiro, é usado na celebração da Santa Ceia e, depois, para recolher o sangue de Jesus Cristo na crucificação. Alguns teólogos acreditam que o cálice ficou com José de Arimatéia, que o enterrou na cidade de Glastonbury, na Inglaterra. Conspirólogos dizem que o cálice, na verdade, ficou com Maria Madalena, que o levou para a França. Mas a teoria mais aceita pelos conspirólogos é a de que o Graal não é um objeto, mas sim a tal linhagem de Cristo. Em muitos manuscritos antigos, o cálice é chamado de sangreal, que significaria “sangue real”. Para saber a verdadeira resposta a esse mistério, só mesmo encontrado o Santo Graal.

Via:Doce Psicose.