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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sentido Morro do Céu.


Foi em uma cabana que se localizava em uma cidadezinha chamada popularmente como “Nikiti City” onde tudo começou o “tudo” se entende como esse meu desejo incontrolável e até mesmo inexplicável que eu sentia de provocar o sofrimento e até mesmo algum tipo de incapacitação ao próximo.
Isso tudo começou quando eu tinha aproximadamente 10 anos, quando observei aquele pombo se debatendo no chão após um grave impacto com o enorme, e nem tão limpo, para-brisa do 26-A sentido Morro do Céu, onde, talvez, o pobre e merecido pombo foi parar após o ocorrido, no momento em que vi o sangue do pombo no chão de forma desordenada, não senti nenhum remorso ou quem dirá pena do pobre pombo, senti uma pequena vontade de fazer aquela cena acontecer mais vezes, sendo não com um para-brisa de ônibus, mas sim com minhas mãos.
Parecia tudo uma doença, foi o que me falaram quando souberam que fugi de um reformatório com 14 anos por cometer atentados a animais, em praça pública, alegaram que estava praticando rituais satânicos, felizmente, eu sabia que não era nenhum ritual, e sim eu apenas realizando uma enorme vontade de viver aquela cena do ônibus com o pombo de novo, uma vontade de ver sangue em minhas mãos e no chão ao meu redor.
Depois de um tempo estudando como poderia fazer para tornar o caminho a ser percorrido até o momento de morte da minha vitima mais doloroso, comecei a querer experimentar esses meus estudos em pessoas assim como eu, mas pessoas que não tinham a mesma vontade que eu de ver sangue em suas mãos ou muito menos ao seu redor. Surgia em mim uma vontade de matar para me satisfazer.
Diria que é errado pensar em fazer isso ou quem dera pensar isso se eu não tivesse esse problema que afirmam que tenho, mas foi com uma namorada aos 15 anos que presenciei pela primeira vez, um pouco de sangue humano, sangue aquele que corre pelas veias embaixo da minha pele, escorrer pelas minhas mãos como se fosse água que lavo o rosto pelas manhãs, não era apenas sangue que antes de estar em minhas mãos estava circulando pela aorta na hora em que passei o fio da minha lâmina não tão afiada de um barbeador agora quebrado e jogado no chão junto com o corpo dela, Isabela, tão bela, tão morta.
Não foi apenas aí que parei, continuei em busca de formas novas de encontrar o tão aconchegante e acolhedor desejo de ver uma vida ir embora. Foi com uma namorada que morava perto entre Angra e o Joá que descobri o prazer de matar enquanto dormia, não fazia com que eu criasse remorso ou até mesmo um pouco de pena da agonia por um último suspiro enquanto eu as sufocava.
Claro que eu escolhia cautelosamente as vítimas, sempre com uma estatura menor que a minha, aproximadamente com 150 cm por motivos de ser mais fácil de ocultar o cadáver e por motivos de me divertir mais cortando delicadamente cada centímetro de pele.
Aproveitei muito mais essas moças aqui pela zona oeste, ainda aproveito sim, de uma forma que se você descobre como aproveito você certamente não ira acordar mais, pelas minhas contas, já foram, aproximadamente, umas 25 garotas entre 17 e 25 anos, por que essa idade especifica?
Pois era a idade da minha mãe e minha irmã quando faziam o que queriam comigo, que ia de vários tipos de abusos, como até espancamento, me sufocavam, me mutilavam, faziam isso como se eu fosse um boneco feito com areia dentro, talvez seja por isso que eu pego emprestado a vida dessas meninas aparentemente inofensivas, falando nisso, já comecei a observar mais algumas, quem sabe eu não faça-lhe uma visitinha à noite, boa noite.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Curse of Truth

Antes de ler, certifique de que já leu Curse


Perdi minha consciência,minha alma e minha vontade.
No lugar de sangue, há pinche.
Em vez de unhas, tenho garras.
Em vez de pele, tenho uma camada negra, áspera e dura.
Em vez de alma, tenho "eles"



Os sussurros que me movem e governam meu ser.

1° Dia

Meu corpo está cansado, minha visão estava turva e minha mente destruída. A dor rasgava minha carne. Como se eu me desfalecesse e montasse de volta em algo que eu mesma não reconhecia. Passei 3 dias apagada no chão frio de mármore de minha casa. Não sentia fome, frio ou mesmo qualquer outra coisa, apenas a vontade.  Ela era grande dentro de minha mente.

"Falta pouco agora... 
Estamos quase lá. …"

Durante o tempo que permaneci ali, aquela voz me assobrou.

4° Dia

Recuperei parte de minhas forças,  mas me sentia vazia. Algo faltava, mas o que era?

Minha pele estava marcada com queimadura negras, sangue e fuligem. Como se parte de mim fosse ou mesmo estivesse queimada. Meus olhos eram negros, e ao demostrar espanto meus dentes eram brancos, como a extensão de dente de tubarão. Nem ao menos me reconhecia, minha expressão era dura, sanguinária e fria.

"Estamos aqui, e em breve você sairá "
Em breve…. Seremos… apenas, um caminho….

Nada fazia sentido naquela hora, ate que eu apaguei.

7° Dia

Ja não fazia questão de sair de casa, o sol, as pessoas, tudo ao meu redor me irritava. Queria eles mortos.
Queria poder destruí los.
Queria acabar com TODOS ELES.

"Falta bem pouco agora,minha criança "

As vozes em minha mente me assustava, mas no momento eram a melhor companhia.
E com o tempo elas me diziam coisas, sobre coisas que iriam acontecer…

13° Dia

Não sentia mais nada.
Mas ainda sim me sentia viva, mais viva do que nunca.
Pela primeira vez desde daquela transição que eu sentir vontade de sair de casa. Sentir vontade de alçar voo. E ver as coisas como estão.

O sangue em minhas mãos era tão bom, o cheiro da morte era doce no meu nariz e o gosto do medo, ahhh ..não havia nada mais prazeroso que isso. Ver o medo invadir a mente,e quando a vida se apaga,ele se esvai e eu o sinto.

Pela primeira vez eu vi a verdade, essa era como eu deveria ser.
Ser aquilo que os tolos teme na escuridão, que teme na noite ou mesmo quando morrem, quando pensam que irão para o inferno.

Tolos

Esquecem que o inferno está na terra, no olhar dos seres humanos que matam e destroem por prazer, naquele homem que destroem e agridem mulheres, nos seres humanos que matam, por que acredita que assim irá fica mais forte e poderá se proteger.
Mas esquecem do julgamento.

Devo dizer que antes eu temia aquilo que eu sentia, o sofrimento, a dor e pânico. Mas depois de mudar vi…

Que somente assim, livrarei os humanos da dor, e do medo.
Eu sou a redenção.
Nasci do desespero e da graça, e nós mais uma vez estamos na terra" Voando por entres as pessoas"

Sou o primeiro dos meus sete irmãos.
E em breve seremos sete novamente.
Para novamente tocarmos o Mundo.

Now I see the truth...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Nem Todos Nós Surtamos.

    "É estranho", eu disse para o investigador, "como essas coisas sempre parecem acontecer quando algum grande escândalo nacional está acontecendo. Todo mundo se distrai. "

   "Você conhecia bem o Sr. Walker?"

   "Não muito. Ele trabalhava naquele cubículo, mas quase nunca falava. Cara quieto. Aposto que você ouve muito isso, oficial ...? "

   "Notou algum comportamento incomum?"

   "Antes que ele atirar no shopping? Nada de mais. "

   "Obrigado. Se tivermos mais perguntas "

   "Oh, espere. Ele tinha dois telefones. Todas as manhãs ele colocava um no seu teclado, como um ritual. Não sei por quê. Em dois anos eu nunca ouvi tocar, até o outro dia. Walker quase caiu da cadeira. Eu o vi responder, e um minuto depois ele saiu do escritório. Para sempre, ao que parece. Talvez ele tenha recebido uma má notícia?"

   Eu juro, o investigador me encarou por um minuto inteiro. Então, ele acenou com a cabeça, anotou que cooperei, e foi falar com os meus colegas de trabalho.

   Isso foi há um tempo atrás. Pouco tempo depois eu estava trabalhando até tarde, quando ouvi um telefone tocando. Eu segui o som até a gaveta da mesa de Walker, debaixo das fotos de sua filha. Era seu telefone extra.

   Estupidamente, eu atendi, como eles sabiam que eu iria. Eles disseram que eles podem me ligar de novo algum dia, e então me explicaram por que eu iria responder. Em detalhes gráficos.

   Ando muito quieto nos dias de hoje. Eu venho para o trabalho, tiro o telefone do bolso e o coloco onde eu tenho certeza que vou ouvir se ele tocar, ao lado de imagem da minha família. Então eu checo a internet, rezando para que não tenha nenhum grande escândalo acontecendo.

   Quando existe, rezo para que o meu nome não tenha alcançado o topo da lista de chamadas deles ainda.

Curse.

Caro leitor, se puder ver através desse texto, perceba que eu preciso de ajuda.
Tudo começou há uma semana, eu sei.
Por que não ir para um hospital?
Mas como eu poderia?

13 de junho
Começou. Eu acordei em um sentindo frio, o sabor da adrenalina na boca e uma sensação estranha que me impedia de dormir . O gosto era potente e implacável. Eu não conseguia lembrar o meu sonho, mas ele deve ter sido sobre alguma merda. Eu estava chorando. Meu rosto estava vermelho.
Eu respirei e fui ao banheiro. Quando eu olhei no espelho, eu notei que meus olhos estavam mais escuros. Não era apenas a íris, mas tudo estava mais escuro ,até mesmo a parte branca. Eles estavam com uma cor estranha, uma espécie de cinza ... uma prata, se você quiser dizer assim. Sim. Prata.
15- 16 de junho
Eu não consigo dormir. Meus olhos estão sendo engolidos pelo preto - não há branco, não há íris azul ... apenas preto. Eu estou sozinho e assustado . Minhas dores pelo corpo aumentaram. Eu não aguento mais. Há lacerações formando em meus ombros. Elas são profundas. Elas tem cheiro de sangue e carne podre. Eu estou em tanta agonia.
17 de junho
Mate-me, por favor. Eu estou sufocando me de sangue. As manchas cobriram meu peito, cobrindo meus seios. Eu não posso usar uma camisa ou sutiã qualquer, a dor é demais, cada vez mais intensa.
19 de junho
Acabei de desmaiar em uma poça de sangue. Eu mal posso respirar. Essas coisas, eles são como asas. Eles ficar saindo pra fora da pele, pelo cortes. Eles são como as asas de um corvo - preta, grandes, e diabólicas. Eu vou morrer - se não for por isso, então por suicídio.
SOCORRO.
Preciso de ajuda.

Via:Ler pode ser assustador

terça-feira, 21 de julho de 2015

Todos acabamos sozinhos


Ela está lá na primeira fila. Linda. Cabelo azul, listras cor de rosa, botas no joelho e uma jaqueta que diz "Juventude Fodida". Ela está concentrada no show, está mesmo perdida no show. Estou derramando meu coração e alma na guitarra, esperando que isso a pegue. Ela balança a cabeça no ritmo dos acordes.
O vocalista tem a atenção da multidão, eles estão gritando seu nome, mas eu tenho a atenção dela e isso é tudo que preciso.
"Você toca muito bem.", ela diz. Eu não tenho escolha a não ser me apaixonar por aqueles olhos castanho escuros.
"Valeu.", eu respondo fazendo tipo.
"Quer... Voltar para o seu apartamento, ou algo assim?", ela pergunta.
"Claro."
Tesão. Paixão. Amor. Sentimentos que eu vinha reprimindo a anos. Eu não aguento. Depois, estou fraco. Peço desculpas a ela.
Dessa vez, Ele se manifesta na forma de um gangster de 1920. Ele ri enquanto as lágrimas descem pelo rosto dela com uma metralhadora enquanto ele a arrastava para o inferno. Eu queria ser forte o suficiente para contá-la o que ia acontecer. Eu queria ter contado a ela que eu vendi algo pior do que a minha alma ao Diabo. Eu vendi todos que eu amar.

Skype

Eu tenho certeza que você conhece o Skype. É um programa grátis que você usa para conversar com qualquer pessoa, por webcam ou microfone. Eu usei o Skype para manter contato com alguns amigos, já que a maioria de nós estava indo para a faculdade.

Semana passada eu estava conversando com Annie, uma garota que conheci na escola. Nós acabamos de nos mudar para nossos novos apartamentos, ambos estamos solteiros e o primeiro semestre ainda não havia começado – o que significa muito tempo para conversar. Normalmente nós conversaríamos pelo menos uma vez ao dia.

Os assuntos que nós conversávamos não eram tão interessantes: Ela havia comprado fones novos, eu assisti A Princesa Prometida pela primeira vez. Mas isso não era sobre o assunto, era apenas legal ter alguma companhia familiar para conversar, sabe?

Enfim... Era uma manhã de terça-feira e eu estive fora na noite passada, e ainda podia sentir o efeito da ressaca... Mas fui acordado com o som da chamada do Skype, me xinguei mentalmente por ter deixado o notebook ligado e levantei da cama massageando as têmporas.

“Hnnhg, oi?”

Meus olhos estavam doloridos e eu tive que lutar para me concentrar e mantê-los abertos, a luz do monitor parecia muito mais forte. Annie estava sorrindo e arrumada, exibindo seus novos fones de ouvido. Ela acenou para mim levemente, e eu tentei responder com um sorriso.

“Olha só, quanta animação.” Ela disse.

“Você deveria ter me visto noite passada, meus movimentos na pista deixaram todos no chão.”

“Isso não me impressiona... Ei, você não tem um encontro com o seu tutor hoje?”

Eu olhei para meu calendário, mas a tinta da caneta parecia correr pelo papel, então eu presumi que ela estava certa, e imaginei sair pela manhã, qualquer raio de sol por minúsculo que fosse estava fazendo meus olhos latejarem.

“Ah, que se dane,” Eu murmurei. “E você, quais são os planos para hoje?”

“Esperando uma ligação da Erin. Ela viajou ontem, deixou apenas uma carta na mesa dela, dizendo que ia visitar a família.”

“Quem é Erin mesmo?” Eu perguntei, sério. Sabe como é, seus amigos falam demais dos outros amigos e você acaba não lembrando quem é quem. Annie fez uma careta.

“Minha “vizinha”, o quarto dela é em frente ao meu. Ela simplesmente desapareceu, quer dizer... Isso foi há um dia, mas eu estava pensando em dar uma ligada para os pais dela, só para saber se ela está bem.”

Eu dei de ombros. “Melhor prevenir do que remediar, não é?”

Antes que ela pudesse responder ouvi um som de alarme, ela começou a falar várias coisas que foram abafadas pelo barulho e eu cobri minhas orelhas. “O que você disse?”

“Eu disse: É o alarme de incêndio! Eu vou lá fora só por um momento ou a supervisora vai encher muito meu saco.”

“Que horas eu posso te ligar?” Eu disse, falando o mais alto que pude, mas sem gritar. Minha cabeça ainda estava doendo.

“Não se preocupe, só vou ficar lá por no máximo cinco minutos, vou deixar o Skype aberto.”

E depois de dizer isso, ela levantou, colocando os fones na mesa e saiu do quarto. Após alguns minutos o alarme cessou.

E então a porta abriu.

Não era Annie, no entanto. Estava usando um surrado terno velho e azul; um chapéu e uma máscara feita de algum bode ou ovelha, mas meus olhos foram atraídos pelas mãos: Uma luva de borracha que parecia ter algum tipo de zíper... Eu podia imaginar essas luvas em mãos açougueiros ou pessoas que saem para caçar.

Por alguns segundos eu apenas sentei lá e fiquei me perguntando se esse era algum tipo de brincadeira que a Annie estava fazendo comigo, mas depois de alguns minutos analisando a figura, parei de pensar e resolvi fazer algo.

“O que você está fazendo? Quem é você?”

A figura não me respondeu, não podia me ouvir de qualquer jeito, os fones da Annie ainda estavam conectados no notebook. Então, ele apenas ficou lá, observando o quarto. Alguns momentos depois, começou a se aproximar da mesa enquanto eu passei a mão na minha, procurando meu celular. Eu precisava avisar Annie!

Selecionei o número dela, não tirando meus olhos da tela nem por um momento. E ele parecia me olhar de volta, quase penetrando a tela.

Conectando........

Click.

Chamando........

A figura mascarada congelou. E então, calma e lentamente esticou sua mão para o espaço fora da câmera. Eu tentei me esticar e enxergar, mas era impossível.

E então eu vi.

Estava segurando o celular da Annie – ela havia deixado na mesa.

A figura virou sua cabeça para o lado, me jogando o que eu chamaria de “olhar de piedade” antes de ignorar minha ligação e colocar algo em cima da mesa de Annie. Eu vi por apenas um momento, mas parecia um envelope.

A figura andou até o closet dela e abriu a porta, se esgueirando dentro do local um momento depois, tentando se encaixar. Por um segundo, pareceu hesitar, olhando para a webcam e encontrando meus olhos, por um momento vi sua boca e seus dentes, que pareciam esboçar um sorriso.

E então fechou a porta do closet.

Eu olhei para meu celular, eu precisava chamar a polícia, não havia duvidas, mas assim que disquei o número percebi o quão estúpido soava aquilo. A cidade de Annie estava a mais de 3000km de distância da minha, eu não poderia ajudar.

Disquei o número mesmo assim.

Conectando........

Click.

Chamando........

“Emergência, em que posso ajudar?”

“Ah sim, eu preciso relatar algo—”

Não pude completar a frase.

Não pude completar a frase porque vi Annie abrindo a porta e entrando no quarto correndo. O cabelo dela estava molhado por causa da chuva e ela sorria enquanto se aproximava da webcam. Eu gritei o mais alto que pude, ainda ignorando a dor de cabeça que senti, pedi pra ela correr e senti lágrimas quentes descendo pelo canto dos meus olhos. Ela não me escutava!

Ela se sentou e pegou os fones de ouvido, e enquanto eu gritava a porta do closet se abria.

“Senhor, em que posso ajudar?”


“Senhor, o que você precisa relatar? Você está machucado?”


“Senhor?”

Amigos Para Sempre.

Tudo começou numa briga, fui encurralado por vários caras e então ele apareceu. Eu me lembro até hoje, parecia que ele havia botado medo naqueles quatro caras, eu não sabia muito bem de onde aquele cara era mas ele me salvou de levar uma bela surra, então pra mim aquilo já bastava pra virarmos amigos. E quem diria que a partir daquele dia iriamos ser amigos durante mais de 3 anos? Só depois que fui descobrir que ele estudava na mesma escola que eu, o que era estranho porque eu nunca havia visto ele por lá. Seu nome era Andrew, porém eu sempre o chamava de Aj, que era só uma abreviatura para Andrew Johnson.
Anos foram se passando e nossa amizade só aumentava, desde o dia em que ele me salvou em uma briga já se passaram 15 anos, mas naquele dia ia completar 3 anos de amizade. Apenas eu tinha me lembrado então resolvi ligar pra ele naquela noite para irmos em algum lugar encher a cara e, quem sabe, arranjarmos algumas garotas. Aquela noite tinha sido incrível, deixei ele na frente da casa dele com meu carro e então voltei pra minha. No dia seguinte eu nem acordei para ir a escola, estava mal pela noite passada. Como eu estava morando sozinho não iria acontecer nada mesmo, porque eu não teria minha mãe enchendo o meu saco para eu ir para a escola, por mais que ela morasse na mesma rua que eu junto com meu pai e minha tia. 
Andrew morava com seu pai, e como aquele cara amava seu pai! Não sei se era pelo fato dele nunca ter conhecido a mãe dele que morreu em seu parto, porém aquilo nunca o abalou, claro que deve ter machucado ele muito, mas eu tinha certeza que ele havia superado a perda. Seu pai havia contado para ele quando viu que não tinha mais como esconder. Ele adorava contar histórias de sua vida pra mim, por isso eu o admirava muito, ele era aquele típico cara pacato porém se alguém pisasse no calo dele, ele iria revidar. Eu tinha certeza que a gente seria amigos para sempre, porém no dia da nossa formatura escolar, um cara o ameaçou e então ele quebrou o seu braço, eu não fiquei muito surpreso, ele sabia várias lutas marciais, e quando Andrew mandou ele ir embora, ele saiu com um olhar de raiva. Nem demos muita atenção para isso, porém no dia seguinte recebi uma ligação. 
"Venha aqui ver seu amiguinho implorar pela vida". Eu sabia que tinha a ver com aquele cara, então sem pensar duas vezes, com medo que fizessem algo com o meu amigo, peguei um taco de beisebol que eu tinha e segui em direção a casa dele. Chegando lá, vejo a porta arrombada, porém com uma cadeira fechando-a, talvez para as pessoas não pudessem ver o que estava acontecendo lá dentro. Entrei na casa e vi algo que mudaria minha vida para sempre. Andrew estava no meio de sua sala, morto, e sem os seus dois braços... Eu nunca vou entender como alguém poderia chegar a esse ponto, tamanha crueldade! Lágrimas escorriam de meus olhos e eu só conseguia ouvir meus gritos.
"Por que Deus, por que?"
E então eu vi sobre mesa um celular, era o celular de Andrew e nele havia uma gravação. Sem saber o que fazer, comecei a ver, temendo ser o que eu pensava. Sim, era a gravação do ato, eram quatro caras, talvez amigos do que Andrew tinha quebrado o braço. Não quis ver o resto, eu estava em choque, minhas pernas tremendo, então resolvi entregar aquilo para a polícia. Mas antes eu liguei para os nossos colegas e pedi para que nos encontrássemos na minha casa em uma hora. Eu não podia deixar nossa amizade ser em vão, nossa amizade tinha que ficar dentro de mim pra sempre, em meia hora eu havia limpado toda a casa dele jogando fora toda a droga que estava nela (Andrew era um viciado, porém havia abandonado as drogas a certo tempo). 
Então, depois de arrumar a casa dele, voltei para a minha e terminei de fazer um jantar, eu havia combinado com meus colegas pelo celular, disse que faria um jantar, eu não contei o verdadeiro motivo. Eu não tinha ligado para a polícia, só eu tinha visto, só eu sabia o que estava acontecendo.
Então, tocam minha campainha, eram praticamente todos nossos colegas, pedi para que sentassem a mesa e disse que era apenas um jantar. Após todos terem jantado, eu resolvi contar o que havia acontecido, disse que queria eternizar nossa amizade com Andrew, principalmente a minha. Eu sabia que, a partir daquele dia, ele sempre estaria dentro de mim.
Até hoje eu não entendo o motivo pelo qual acharem que eu matei o meu próprio amigo, a polícia também me tinha como principal suspeito até o dia que acharam aquela maldita filmagem. Eu tive que mudar de país, fazer novos amigos porque aqueles não eram amigos de verdade. Esse pequeno pedaço de papel e esse toco de lápis é o que me sobrou nesse lugar, não consigo aceitar que me trancaram aqui, eles acham que sou louco, não sei se foi pelo fato de terem achado que eu tramei a morte de meu amigo, ou pelo fato de o ingrediente daquela janta ser os pedaços do meu velho amigo... Não importa, sei que tenho a certeza que Andrew sempre estará dentro de mim...

Via:The Creepypasta

domingo, 19 de julho de 2015

Espiritos Dançantes


  Há alguns anos atrás, na Irlanda, as pessoas tinham medo de deixar suas casas na última noite de Novembro. Elas acreditavam que, naquela madrugada específica do ano, os mortos ergueriam-se de seus túmulos e avançariam sobre os vivos. Se você estivesse na rua naquela noite, eles diziam, e ouvisse passos atrás de você, você não deveria olhar para trás, porque os fantasmas estariam te seguindo e se você fizesse contato visual com eles, certamente morreria.


  Localizada bem no litoral da Irlanda, há uma ilhota que os locais chamam de "Ilha do Tubarão", apesar de que seu nome original em irlandês é "Inis Airc". Hoje em dia, ela está desabitada, mas há poucas décadas, havia pessoas que passavam suas vidas inteiras naquela pequena ilha e uma delas era uma garota chamada Kathleen.

  Em uma noite de novembro, Kathleen estava caminhando de volta para casa. A estrada era longa e ela se cansou de tanto andar, portanto decidiu sentar para descansar por um tempinho.

  Era uma noite fria e escura e o orvalho gélido provocava-lhe arrepios que percorriam sua espinha. Ela olhou em volta e percebeu que estava apoiada no muro de um cemitério de igreja. À luz da lua, as lápides assemelhavam-se a ossos brancos.

  Subitamente, ela viu uma figura surgir da escuridão. Ela teve de colocar a mão na boca para abafar um grito de surpresa que se formava. À medida que o vulto se aproximava, ela percebia que tratava-se de um jovem com pele clara e pálida.

  "Quem é você?", ela perguntou.

  "Dê uma boa olhada em mim", o garoto respondeu. "Você não me reconhece?"

  "Há algo familiar em você", Kathleen disse.

  "Olhe mais de perto", ele disse, deixando a lua iluminar seu rosto. "Agora você se lembra?"

  "Sim, eu te conheço...", ela gaguejou, com a voz reduzida a um sussurro aterrorizado. "Você é o Brian... Mas você... Você se afogou ano passado quando saiu para pescar... Como você pode estar aqui?"

  "Olha", ele disse, apontando para uma colina nas proximidades. "É por isso que eu estou aqui."

  Kathleen olhou e viu luzes mortiças do outro lado da colina, dançando como vaga-lumes em meio ao breu. Quando ela ousou se aproximar, viu que eram pessoas. Homens, mulheres e crianças, vestidos inteiramente de branco, com seus rostos pálidos e melancólicos como em uma procissão de funeral, todos dançando no ritmo da música de flautas invisíveis.

  Kathleen olhou mais de perto e viu uma garota que havia morrido no ano anterior, seguida por outro homem que ela conhecia e que havia falecido há muito tempo.  Para seu horror, ela reconheceu cada um deles. Todos os dançarinos, homens, mulheres e crianças, eram pessoas que haviam morrido naquela ilha, há tanto tempo quanto ela conseguia lembrar. A visão gelou-lhe até os ossos.

  Então, de repente, a música parou. Todos os rostos fantasmagóricos viraram-se em sua direção. Eles ergueram seus braços, estenderam as mãos cadavéricas e acenaram para que ela se unisse a eles. Suas expressões mudaram e tornaram-se hediondas, sorrisos maléficos espalhavam-se por suas faces.

  "Agora", o garoto disse, "corra por sua vida, pois se eles conseguirem te arrastar para a dança dos mortos, você jamais sairá."

  A garota assustada virou-se para correr, mas naquele momento, os espíritos flutuaram em sua direção e deram as mãos, formando um círculo ao seu redor. Eles jogaram suas cabeças para trás em uma gargalhada silenciosa e encararam-na com olhos que pareciam querer apossar-se dela e puxa-la para longe com eles.

  Kathleen ficou lá parada, tremendo, enquanto os mortos risonhos agrupavam-se em volta dela, girando cada vez mais rápido enquanto aproximavam-se mais e mais. Ela começou a sentir-se tonta enquanto os rostos pálidos tornavam-se um borrão de branco rodopiante e logo ela desmaiou e caiu pesadamente no chão de terra batida.

  Na manhã seguinte, Kathleen acordou em casa na sua própria cama. Quando ela não retornou na noite anterior, seu irmão havia ido atrás dela. Ele a encontrou deitada inconsciente dentro de um círculo de pedras na colina e trouxe-a para casa.

  A família de Kathleen reuniu-se em volta de sua cabeceira. Eles podiam ver que o rosto dela estava drenado de qualquer cor e ela estava fraca demais para mover-se. A pobre garota encontrava-se pálida e apática como os mortos. Eles chamaram um médico, que chegou o mais rápido que pôde. Ele tentou tudo o que podia para salva-la, mas não havia solução.

  Quando a lua surgiu naquela noite, sua família estava rezando ao seu lado quando ela começou a ouvir os sons lânguidos de uma música suave, flutuando junto à brisa.

  "Vocês estão ouvindo?", Kathleen perguntou fracamente. "O que significa?"

  A família foi até a janela para tentar ver quem tocava a música, mas não viram nada ao luar além dos campos desolados e vazios até onde a vista alcançava.

  Então, Kathleen sentou-se na cama e começou a gritar, "Mãe! Mãe! Os mortos estão vindo me buscar! Eles estão aqui! Eles estão aqui!"

  De repente, a música cessou e quando eles retornaram para a cabeceira de Kathleen, a garota estava morta.

  Lá fora, em meio à noite, ninguém viu a figura branca e pálida de uma jovem dançando em direção à colina iluminada pela luz da lua.

Bela Adormecida.

  
  Era uma vez, na França do século XVI, um pequeno principado, governado pelo então rei Albert-Pierre II. O monarca, que já se encontrava bastante idoso e estava viúvo há quinze anos, criava sozinho o seu primogênito e único filho, o príncipe Leonard, na esperança de que este o sucedesse no trono e se tornasse um governante tão bom e justo quanto o pai.


  O  príncipe vivia praticamente isolado, pois não era certo que convivesse com plebeus. Órfão de mãe e sem conhecer pessoas da sua idade, seria compreensível se ele se tornasse um jovem introvertido e infeliz. Mas ele nunca estava completamente só - ficava sempre cercado por amas, criados e seus animais de estimação exóticos. Passava o dia inteiro estudando e desenhando, sem nenhuma preocupação e recebendo tudo o que queria literalmente de bandeja. Sua vida era monótona, mas muito boa.

  Desde o berço, as únicas pessoas com quem ele podia conversar eram as damas de companhia, senhoras simpáticas cuja função era fazer por ele tudo o que ele poderia perfeitamente fazer sozinho, inclusive banhar-se e vestir-se. Elas eram muito sábias e contavam-lhe histórias maravilhosas para distrai-lo. Também nutriam infinito carinho por ele, e lhe davam conselhos para orienta-lo.

  Porém, o conselho que elas mais repetiam tratava-se, na verdade, de um aviso: "Nobre principezinho, caso saibas o que é melhor para ti, jamais irás até o último quarto da última torre, pois é lá onde a Bela Adormecida repousa."

  O castelo era uma construção enorme, com quatro andares, quatro torres enfileiradas e mais de vinte cômodos espaçosos, tantos que boa parte deles quase não era usada. Uma das coisas que Leonard fazia quando estava realmente entediado era percorrer cada um dos quartos, até suas pernas doerem de fadiga. Mas como ele era um rapaz inteligente e raramente se deixava levar pela curiosidade, nem sequer pensava em se aproximar da última torre, muito menos em ir explorar o seu último quarto. 

  Ninguém nunca lhe explicara sobre essa tal de Bela Adormecida, mas se as damas de companhia o alertavam sobre isso com tanto temor em suas vozes, era sinal de que seria melhor evitar aventurar-se até o aposento proibido. A porta do quarto permanecia trancada desde que ele se entendia por gente, e os habitantes da corte procuravam não mencioná-lo. Não devia haver nada ali além de um segredo esquecido. Quem sabe uma poupança do tesouro real? Aquele mistério nunca realmente preocupou o filho do rei.

  Até que na calada de uma noite, mais especificamente, na madrugada que antecedia seu décimo sexto aniversário, o príncipe acordou em meio à escuridão noturna, e não conseguiu mais adormecer. Alguma coisa invadira seus sonhos e interrompera seu descanso. Mas o que poderia ter sido? Não o latido de seu cachorro, que dormia calmamente em sua própria caminha ao lado da dele. Algo mais significativo. 

  De repente, ele começou a ouvir uma melodia estranha, quase sobrenatural, vinda de algum lugar distante acima dele. Parecia uma valsa tocada em órgão, sinistramente bela. Sem pensar, ele acendeu uma vela em sua mesa de cabeceira e a pegou para guia-lo em seu caminho até a origem daquela música cativante. Leonard ainda não percebia, mas estava hipnotizado, e não poderia voltar atrás nem com muito esforço. Ele subiu lentamente os degraus que o levariam até a infame última torre.

  Quando ele alcançou o ponto mais alto, a música cessou, e ele notou que estava em um corredor que não lembrava de já ter visto antes. Todas as diversas portas nele estavam trancadas, exceto pela última, que estava entreaberta, deixando escapar um rastro de luz esbranquiçada. Ele entrou, com o mesmo ritmo vagaroso e inconsciente.

  No momento em que passou pela porta, ele não pôde ver nada porque seus olhos ardiam intensamente, nem respirar, porque seus pulmões foram acometidos por um ataque súbito e violento de tosse. Aquele quarto não era adentrado há séculos. O ar abafado parecia ter se convertido em camadas e mais camadas de poeira, e teias de aranha percorriam todas as superfícies como algum tipo de tecido. Depois que se recuperou, ele continuou a andar, determinado. Apesar de estar imundo, o aposento tinha um perfume agradável e suave. Como o aroma de flores mortas.

  Como se detectasse sua presença, uma voz incorpórea começou a soar, causando-lhe um sobressalto.

  "Beije-me..." A voz feminina era delicada e doce, mas rouca, como se não fosse usada há muito tempo. Antiga e abandonada, como tudo o mais naquele lugar.

  "Por favor..." Ela continuou a pedir, aumentando cada vez mais o tom.

  Leonard sentia que a voz estava chamando a ele, que estava desesperada por ele. Seus pés se arrastaram em direção à grande cama de dossel localizada no centro do quarto, embora uma outra vozinha, no fundo de sua mente, gritasse para que ele corresse. À medida em que se aproximava, a chama frágil de sua vela iluminava a silhueta de uma moça que se encontrava deitada ali, em uma posição artificial, encarando o teto com as mãos cruzadas gentilmente sobre o ventre, nada normal para uma pessoa que está realmente dormindo.

  "Beije-me..."

  Ela tinha longos cabelos dourados que se derramavam pelas beiradas da cama e vestia um magnífico vestido branco, levemente roído pelas traças. Com certeza seria linda se não tivesse a aparência de um cadáver em decomposição avançada. A visão foi tão perturbadora que fez com que o príncipe despertasse um pouco do transe em que estava. 

  Ele foi capaz de parar por um instante, encarando-a trêmulo ao lado da cama, tentando com todas as suas forças resistir ao impulso de beijar aquela... Morta. Ou era o que parecia. Ninguém lhe disse que o sono da Bela Adormecida era o sono eterno. No lugar dos olhos azuis que ele imaginou que um dia estiveram ali, havia apenas dois buracos enormes e vazios, dos quais insetos rastejavam. Os lábios ressequidos permaneciam firmemente fechados, apesar de que a voz continuava e agora gritava furiosamente o seu nome... 

  "Leonard! Venha para mim! Desperte-me!"

  Quando ele menos esperava, a Bela deixou de ser tão inerte. Ela ergueu bruscamente a mão direita e agarrou seu braço, cravando os dedos sem carne na pele macia dele, e o puxou para mais perto. A dor absurda do apertão fez com que ele derrubasse a vela acesa sobre os lençóis empoeirados, alastrando um fogo que seria impossível de conter.

  Naquela noite, a morada da família real foi inteiramente consumida por um incêndio inexplicável. Dizem que o príncipe Leonard enlouqueceu e decidiu tirar sua própria vida junto com a de todos ao seu redor. As labaredas impiedosas se extinguiram com a mesma velocidade com a qual começaram. Do castelo colossal, sobraram apenas ruínas tristes e enegrecidas. 

  Nos anos que se seguiram, quase nenhuma vegetação ousava crescer no cenário desolado, exceto por uma trepadeira feia e de espinhos gigantes e venenosos, que cercou toda a área como um muro que lâmina alguma conseguia penetrar. A lenda que se formou ao longo dos séculos diz que aquela planta tem a função de proteger o que quer que tenha se mantido lá dentro, em meio aos restos carbonizados. Dizem que a coisa está apenas aguardando seu momento de despertar.