Mostrando postagens com marcador Nem Tudo É O Que Parece.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nem Tudo É O Que Parece.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Nem tudo é o que parece #14

Certo dia, quando eu era criança, meu pai e eu fomos a um circo próximo de nossa casa. Ansioso, queria ir logo ver o espetáculo, mas parecia não haver ninguém no picadeiro. Na realidade haviam poucas pessoas, o que era estranho em um fim de semana. Compramos pipoca, vimos um pequeno número de um palhaço mirim... até que um outro palhaço chamou minha atenção. Na verdade, mais a atenção do meu pai.

Ele chamou meu pai sorrindo intensamente, e ele, ingênuo, atendeu ao pedido. O tal palhaço conduziu meu pai até o picadeiro, e fui seguindo-os sorrateiramente. Olhei por uma pequena brecha de uma porta e vi meu pai sendo vendado. Entrei pela porta silenciosamente.

Vi coisas terríveis naquele picadeiro. Fiquei escondido por trás de uma cortina vendo aqueles seres bizarros e macabros. Dentre eles estava um coelho deformado e enorme, sem os olhos e agindo de forma selvagem. Tinha outro que parecia uma espécie de centopeia humana, sei lá, aquilo tudo era terrivelmente insano.

O palhaço falou para aqueles "animais" mantendo meu pai vendado: "Ei pessoal! Vejam nosso mais novo membro!" 

Nem tudo é o que parece #13

Em plena manhã de sábado, estava voltando pra casa depois de um longo dia na faculdade. Eu iria parar pra ler umas revistas na banca, quando fui surpreendida por um... aspirante à mímico. Ele se vestia como um daqueles mímicos de rua: camisa com listras preto e branco, chapéu e calça preta. Mas havia algo que o diferenciava dos mímicos comuns. Ele usava uma máscara branca, com olhos inteiramente negros e um sorriso.

Fingi surpresa ao ver suas habilidades, pra ser sincera aquilo me dava medo. Mas senti que ele estava atraído por mim... tanto é que ele me amarrou com uma "corda invisível", e comecei a rir, claro.

Não me achava tão bonita, mas... estaria aquele mímico apaixonado por mim?

No fim do seu espetáculo, ele me entregou uma rosa vermelha e sorri de volta. À noite, descansei um pouco na cama, quando acordei assustada e... estava amarrada em uma corda. Pensei em um pesadelo, mas não. Senti meu rosto inerte. Levantei da cama com muita luta, fui me olhar no espelho e... eu estava com uma máscara! A mesma que o tal mímico usava.

No quarto haviam velas vermelhas e ouvi um distante barulho de uma faca sendo amolada.

Havia um bilhete perto do espelho que dizia: "Temos a mesma face... agora teremos a mesma vida. Ass: seu amigo O Mímico." 

Nem tudo é o que parece #12

Minha mãe costumava contar histórias pra mim antes de eu ir dormir quando eu tinha uns 12 anos. Aquela voz suave era um doce acalento para os meus ouvidos. Mas em um certo dia, o gênero da história havia mudado. Era estranho, pois ela detestava terror, mas não fiquei tão assustada. No dia em questão - meu pai não havia chegado do trabalho ainda -, estava completamente enfurnada debaixo das cobertas, logo apenas ouvia a voz de minha mãe, que, por sinal, estava um pouco diferente do habitual. Estava meio rouca, grave, sei lá, mas pensei ter sido uma brincadeira dela pra aumentar o suspense enquanto ela contava.

Logo quando ela terminou, ouvi um forte bater da porta do meu quarto. Me levantei rápido e vi a porta entreaberta. Estranhei, claro. Verifiquei a tranca, estava normal. Desci as escadas e me surpreendi ao encontrar minha mãe entrando em casa naquele momento.

- Mãe, onde você tava?

- Filha, o que tá fazendo essa hora acordada!? Eu estava na casa da sua tia.

Se minha mãe não estava em casa... então quem estava no meu quarto? 

sábado, 29 de novembro de 2014

Nem tudo é o que parece #11

Quando éramos crianças, eu e meu melhor amigo íamos na casa de uma garota que estudava na mesma classe que a nossa. Até hoje não entendo os complexos que ela tinha, as histórias que contava e nem seus supostos problemas psicológicos. Os pais chegavam a julga-la como louca, até porque aparentemente não a amavam. Um dia, fomos à sua casa e, assim que entramos, ela arrastou meu amigo para seu quarto.

Fiquei comendo algumas coisas na geladeira, enquanto ele ficava desenhando no chão. Em certo momento eu a vi no quarto falando com uma figura estranha e medonha, mas apenas via sua silhueta, cuja esta tinha um aspecto um tanto macabro. Não demorou para nós dois perguntarmos sobre aquilo.

- Com quem estava falando?

- Com meu amigo imaginário. Ele sempre me diz que tem uma coleção, mas nunca quer me mostrar.

Depois de terminarmos de brincar, nos despedimos alegremente. Meu amigo e eu seguimos caminhos diferentes. No entanto, ouvi um barulho bem distante minutos depois. Vinha da direção que ele seguiu e fui ver o que tinha acontecido. Perto de uma floresta avistei um buraco.

Aproximei-me e vi uma pilha de crânios, juntamente com a cabeça do meu amigo. 

Nem tudo é o que parece #10

Durante boa parte da minha infância morei em um vilarejo não muito pobre, mas isso é um detalhe irrelevante. Mas o que mais me atormentava nem eram as brincadeiras de mal gosto dos meus colegas de classe, mas sim algo estranho que ocorria todas as noites de sexta-feira. Ligava a luz do abajur toda vez que ouvia vozes ecoando em uníssono. Parecia ser uma oração, logo na primeira vez pensei ter sido uma procissão de alguma santa ou santo.

Até que isso se tornou inválido quando, depois de 3 semanas, passei a tentar investigar isso com meus próprios olhos. Minha casa ficava perto de um barranco, e mais abaixo, numa outra vila, pude ver uma multidão. Eles (todos eles) seguravam velas e vestiam mortalhas pretas. Não entendia uma palavra sequer do que diziam, e, pra ser sincera, aquilo me causava arrepios. No dia em questão, fechei rápido a janela e a tranquei. As consequências disso tudo foram muitas noites mal dormidas e algumas crises de pânico.

Alguns amigos meus, após eu contar a eles o que tinha visto, me mostraram algumas fotos de um baú que encontramos na biblioteca do colégio. Nas fotos, havia a mesma multidão que eu havia visto muitas semanas antes, e aparentavam estar com as mesmas vestes. Algumas das fotos datavam de 1972, 1985 e 1990, e a lenda dizia que não se sabia de onde vinham e nem pra onde iam.

Nenhum de nós chegou a uma conclusão e o que mais queria era ignorar isso. Isso durou muito pouco, quando em certa noite... acordei assustada e em pé! Estava no meio daquela multidão aterradora e ouvindo aquele canto sinistro. Um deles parou e se virou pra mim e só o que vi foi... um ser vazio por debaixo daquela mortalha... somente a escuridão... somente a escuridão... 

Nem tudo é o que parece #9



Era meu primeiro dia no meu novo emprego, já estava meio que atrasado, mas não estava muito preocupado com isso, mas sim com o puxão de orelha do meu chefe. Era uma empresa de tecnologias, desenvolvimento de softwares, enfim, vou deixar isso de lado e contar o que realmente importa. Depois de muitos tropeços nas escadas, finalmente encontrei o terceiro andar e tive a sorte de avistar um elevador. Senti um alívio tremendo, mas isso logo passaria após eu deparar-me com o zelador. Ele passou por mim com um olhar de desconfiança e de medo também.

Ficamos cerca de uns 2 minutos nos olhando, e o motivo permanecia implícito. Até que eu resolvo perguntar se existe um 23º andar. Ele arregalou os olhos e parecia suar frio.

- O senhor está bem?

- S-sim... mas, por favor, não vá para o 33º andar. É o último desse prédio, mas não aconselho a ninguém entrar lá. Aconteceu algo terrível, que me assombra até hoje, pois trabalho aqui há 20 anos.

Nunca me falaram de um 33º andar, mas tendo em vista o relato do zelador, fui guiado por minha curiosidade e adentrei no elevador com bastante pressa.

- Tenha cuidado. Nem pense em ir onde mencionei.

- Tudo bem, não se preocupe, não vou pra lá. - disse eu, mentindo.

Apertei os botões e me dirigi ao último andar. Estava ansioso e meio assustado, pelo tom de voz que aquele homem usou e o mistério que fez (a musiquinha do elevador ajudou bastante). Finalmente as portas abriram, porém... o arrependimento veio em questão de segundos.

Assim que as portas do elevador abriram-se, dei de cara com uma sala completamente destruída e... o pior: com espectros sombrios, com formas humanas, vagando pela sala e se jogando na janela principal. 

Nem tudo é o que parece #8

Meu filho, Thomas, estava bastante entusiasmado para entrar em um grupo teatral, e o matriculei em uma escola de artes cênicas para crianças de 8 à 11 anos. Eu parecia mais animada do que ele, em certos momentos, até que chegou o grande dia do primeiro ensaio. O professor comportava-se de maneira meio extravagante e, por vezes, demonstrando certo interesse em mim, mas isto não vêm ao caso.

Nesse primeiro dia, o apresentei meu filho, que também o achou estranho pelo modo como se vestia: uma máscara branca, um olhar meio triste e um sorriso curto, mas de um aspecto aterrador.

- Mamãe, me deseje boa sorte. Quero que se orgulhe de mim. - disse Thomas, antes de entrar no palco.

- Sim filho, boa sorte. Vou ficar torcendo por você. Se já estou nervosa assim por um único ensaio, imagine na sua primeira peça. - disse eu, contagiada pela empolgação do meu filho.

O professor o conduziu até o local de ensaio, mas antes se virou para mim e me dizer algo.

- Seu filho nunca mais será o mesmo quando terminamos. Um futuro brilhante ator sairá desta porta.

- Assim espero. - disse eu, assentindo positivamente com a cabeça.

Fiquei esperando sentada em uma cadeira, próxima à porta. Nesse período, ouvi muitas risadas de crianças, até gritos meio tímidos, e senti um forte cheiro de fumaça, além de ruídos muito estranhos.
"O que está havendo ali, afinal?", pensei comigo mesma. No final, todas as crianças saíram caladas e com posturas completamente iguais em direção aos seus pais, o que era atípico, deveriam estar eufóricas.

Thomas foi o último a sair. Da mesma forma como saíram as outras, ele também veio à mim de maneira que eu desconhecia. Assim como as outras crianças, estava com o rosto pintado de branco e a boca pintada de vermelho.

- E então Thomas, se divertiu bastante?

Foi então que ele se virou pra mim e me respondeu, com uma voz distorcida e não-humana:

- Quem é Thomas? 


Nem tudo é o que parece #7

Certa noite, eu acordei assustado e presenciei meu cachorro latindo para os arbustos. Abri a janela e o mandei parar. Tentei restaurar meu sono, mas uma dúvida me impediu. Sempre me perguntava por que os cães latiam para o nada algumas vezes. Ninguém encontrava uma explicação, nem mesmo meus pais sabiam responder. 

Durante uma semana isto perdurou. Já estava pensando em doa-lo ao vizinho, estava saturado de tanto estresse que isso me causava. Passaram-se semanas, meses e ele sempre, todas as noites, somente às madrugadas, por volta das 03:00 da manhã, latia para os arbustos.

Não ligava mais pra isso, até que algo mudou e tudo aquilo começava a ficar estranho demais. Obviamente, meu cão tinha algum problema, mas não tinha dinheiro para um adestrador, se é que adestradores tratam casos como esse.

Em uma manhã, após tomar meu café, ele entrou na cozinha latindo, como nas manhãs anteriores - não eram mais durante as noites.

Só depois de muito tempo, já em outra manhã, eu havia percebido que ele não estava latindo pra mim, mas sim para o que estava atrás de mim! 

Nem tudo é o que parece #6


Eu estava estudando para uma prova, no maior silêncio, quando, de repente, comecei a ouvir gritos, choros e vozes estridentes. Ignorei de início, pensei ter sido as crianças brincando lá fora. Voltei a focar nos livros, relaxadamente deitada na cama. Até que veio a segunda leva dos gritos, choros e vozes. Aquilo começou a me irritar e fui até a janela pra ver o que era. Nenhuma criança na rua.

Passadas algumas horas, os barulhos amenizaram um pouco. Aliás, não eram exatamente crianças, mas sim... de adultos e até idosos.

Saí pra fora e ver de onde vinham aquelas vozes. Olhei para todos os lados, até que finalmente pude ver a origem daqueles sons. A casa do vizinho da esquerda. Não os conhecia, até porque era minha primeira noite naquele bairro após eu me mudar.

As vozes tinham a mesma frequência sonora, e não se alteravam, o que derrubou minha teoria de que ocorria uma briga.

Uma garota passava de bicicleta na calçada, ela fazia parte da vizinhança. Pensei que ela teria uma informação útil sobre aquilo e perguntei.

- Err... você sabe me dizer o que tanto acontece nessa casa? Essas vozes, gritos... eu tô começando a ficar meio assustada. Sabe me dizer o porque?

- Bem... na verdade você não foi a única. Sempre que passo aqui também ouço. A verdade é que não há ninguém aí, pois... os antigos moradores dessa casa morreram há 30 anos atrás. 

Nem tudo é o que parece #5

No dia do aniversário da minha sobrinha, minha irmã havia contratado um grupo de animadores de festa. De início, eu não havia concordado com tal ideia, afinal, ninguém poderia garantir que esses grupos trariam segurança para as crianças, ou anima-las o suficiente. No dia em questão, ela estava bastante animada, dançando com as outras crianças, enfim, despreocupada, assim como minha irmã, que parecia mais empolgada com a chegada da turma. De repente, quase na metade da festa, a campainha tocou.

Eu, com bastante raiva e preguiça, fui abrir a droga da porta. Já não suportava mais a insistência do ser que estava do outro lado. Sim, digo isso porque só veio apenas um animador. Estranhei muito, inicialmente, eu não entendia como um animador de aniversário poderia se vestir daquela forma. Ele vestia uma fantasia de coelho, um pouco suja e aparentava ser bem velha também. Eu apenas disse um frio "Seja bem-vindo", e, assim que entrou, fechei a porta com força.

As crianças pararam por uns minutos de brincar depois que vislumbraram a figura do "coelho gigante". Ficaram um pouco assustadas, claro. Ele sequer falava, apenas fazia gestos estranhos e peripécias, tais como cambalhotas, malabarismos e outras bobagens que impressionava qualquer inocente criança.

Era para eu estar em outro lugar, mas minha irmã insistiu para que eu fizesse companhia ao "animador" enquanto acontecia o show de mágica. Tinha a sensação de que ele me observava enquanto eu assistia àquela merda. Após tudo aquilo ter terminado, ele meio que me puxou pelo braço, só que suavemente. Tive que acompanha-lo, até pensei besteira sobre tamanha delicadeza.

Fomos até um campinho, que ficava próximo ao quintal. Pelos gestos, especulei que ele fosse mudo, e logo notei que ele estava me pedindo para tirar a cabeça da fantasia. E assim o fiz.

Até hoje não consigo entender, pois... não havia ninguém dentro daquela fantasia! 

Nem tudo é o que parece #4

Na minha época de infância, em uma noite quando meus pais haviam saído para uma festa, fiquei em casa com umas amigas que convidei, pois seria um tédio ficar sozinha. Para nossa sorte, era o aniversário de uma delas, o que meio que espantou a falta do que fazer. Pegamos um pequeno bolo que estava guardado na geladeira, acendemos uma vela e cantamos os parabéns.

Nossa, fizemos muito barulho. Acho que foi a noite mais divertida da minha infância... até acontecer o inesperado. Gritávamos, tirávamos sarro umas com as outras, mas o que mais fazíamos era bater palmas. Após os parabéns, fizemos uma competição de quem batia palmas mais rápido. Como éramos quatro, eu e Andressa começamos primeiro.

O que me pareceu estranho nem foi o fato de eu ter vencido aquela brincadeira estúpida, mas sim de ouvirmos palmas, mesmo depois de termos parado.

- Ué, quem tá batendo palmas? Será alguém que quer participar? - perguntou uma delas.

- É a Lisa, ela tá com as mãos pra trás! - disse outra lá, que esqueci o nome.

- Não sou eu. Olha. - disse Liza, mostrando as mãos.

- Hum... pessoal, deve ter alguém em cima, no quarto eu acho. - disse Andressa apontando para a escada.

Quando as palmas retornaram - ainda mais estridentes e rápidas -, ficamos nos entreolhando apreensivas, e só então percebi que elas vinham do topo da escada. 

Nem tudo é o que parece #3

Certa noite, tive um sonho, no qual eu estava em um corredor branco, e era constantemente perseguido por uma espécie de borrão negro ou mancha negra, sei lá,, que rastejava no chão como uma serpente. À medida que eu corria, mais aquela coisa aumentava, até tomar uma forma completamente indescritível e assustadora. Foi nesta parte que acordei. Respirei ofegante e suei tão frio que foi como se eu tivesse sido exposto a todos os meus medos simultaneamente.

Só um copo d'água me acalmaria naquele momento. Jamais tive um pesadelo tão inesquecível como aquele. Fui até a cozinha cambaleando, não de sono, mas de horror.

Assim que cheguei na cozinha, vi minha filha de 7 anos bebendo água. Só de ver aquele rostinho branco me senti aliviado, a presença dela me confortou.

- O que faz aqui a essa hora acordada?´- perguntei

Ela não respondeu, e ficou olhando fixamente para um ponto que eu não conseguia ver. Só após perceber que aquilo lhe era estranho que ela me perguntou, apontando com o dedo:

- Papai, o que é essa coisa preta no chão, bem atrás do senhor? 

Nem tudo é oque parece #2

Dia chato, entediada... fiquei gastando meu tempo no espelho do banheiro, me encarando com várias caretas malucas e bizarras. Até que fiz uma bem perversa e insana.

Senti algo coçar no meu ombro e olhei para trás. Era só um mosquito chato.

Fiquei bastante atordoada quando virei pro espelho novamente e meu reflexo continuava me encarando. 

Nem tudo é o que parece #1

Quando éramos crianças, eu e meu melhor colega de classe Marcos, em um certo dia, trocávamos umas figurinhas, até que chegou a menina considerada a mais "estranha" da classe. Ela veio até nós propondo um jogo.

- Ei, que tal vocês jogarem um jogo que um amigo meu me ensinou?

- E como é? - perguntei.

- É muito fácil. Tenho estas duas bolas: vermelha e branca. Você escolhe a cor, e tenta adivinhar em qual das mãos está a bola. - disse ela bastante animada.

- Não achei muito legal. - disse eu.

- Acho que vou tentar. Eu escolho a branca. - falou Marcos, apontando para a bola de cor branca na mão esquerda dela.

Ela meio que fez uma careta maldosa e ficou de costas pra nós pra fazer um "troca-troca".

- Muito bem. Em qual das mãos está a bola? - perguntou ela, com os braços esticados. 

- Hum... direita! 

Ela abriu sua mão direita e deixou a bola escolhida cair no chão, a qual era a vermelha. Ela rapidamente mudou para uma expressão triste e preocupada.

- Poxa, Marcos... que pena. Foi bom te conhecer.

- Como assim "que pena" ou "foi bom te conhecer"? Quero tentar de novo.

- Não tem como. Meu amigo me disse que se a bola vermelha aparecer após ter errado... significa que a pessoa vai morrer esta noite.